

Carta do Tarô: 2 de paus
Cor da Vela: Preto
Planta: Samambaia
Planeta: Sol
Metal: Ferro * (Ouro)
Elemento do Fogo
Rank: Rei
Mantra :Ayer Secore On
Ca Ba'al.
Dictionnaire Infernal - Collin de Plancy (1863)
De acordo com o Grande Grimoire , Bael é o chefe dos poderes infernais. Ele também é o primeiro demonio listado no Wierus ' Pseudomonarchia daemonum. De acordo com Wierus, Bael é o primeiro rei do inferno com propriedades no Oriente. Ele tem três cabeças: um sapo, um homem e um gato. Ele também fala em uma voz barulhenta, mas bem formada, e comanda 66 legiões. Bael ensina a arte da invisibilidade, e pode ser o equivalente a Baal.
De acordo com o Grande Grimoire , Bael é o chefe dos poderes infernais. Ele também é o primeiro demonio listado no Wierus ' Pseudomonarchia daemonum. De acordo com Wierus, Bael é o primeiro rei do inferno com propriedades no Oriente. Ele tem três cabeças: um sapo, um homem e um gato. Ele também fala em uma voz barulhenta, mas bem formada, e comanda 66 legiões. Bael ensina a arte da invisibilidade, e pode ser o equivalente a Baal.
Pseudomonarchia daemonum - Johann Wier (1583) (citado)
Baell - Seu primeiro e principal rei (que é do poder do Oriente) é chamado de Baal, que quando é conjurado, aparece com três cabeças; o primeiro, como um tode; o segundo, como um homem; o terceiro, como um gato. Ele fala com uma voz rouca, faz um homem se tornar invisível [e sábio], ele tem sob sua obediência e governa seis e seis legiões de divels.
Goetia - SL MacGregor Mathers (1904) (citado)
O Primeiro Espírito Principal é um reinado no Oriente, chamado Bael. Ele faz você ir Invisível. Ele governa mais de 66 legiões de espíritos infernais. Ele aparece em várias formas, às vezes como um gato, às vezes como um sapo, e às vezes como um homem e às vezes todas essas formas ao mesmo tempo. Ele fala com voz rouca. Este é o seu personagem que costumava ser usado como um Lamen diante de quem o chama, ou então ele não te fará homenagem.
Referência
- Livro: The Goetia the Lesser Key of Solomon the King: Lemegeton, Livro 1 Clavicula Salomonis Regis
- Livro: Discoverie of Witchcraft
- Web: The Goetia - The Lesser Key of Solomon (de sacred-texts.com)
- Web: Pseudomonarchia daemonum (de esotericarchives.com)
Seu nome significa dono e senhor! Esse Gênio
fala atropeladamente e tem o poder de tornar invisível as coisas. Essa
invisibilidade pode ser evocada para tornar o mago invisível em determinadas
situações, tornar um segredo oculto e invisível aos olhos profanos, tornar um
feitiço invisível para que não seja rastreado seu emissor, entre outras
utilidades que não têm limitações para a imaginação humana.
Esse Gênio governa 66 legiões de espíritos e
pode se apresentar com uma forma humana ou como qualquer forma possível.
Nota-se aí um outro atributo desse espírito que poderá ajudar o mago na mudança
e transmutação de formas. Como exemplo, mudar a forma que aparentamos para uma
forma ameaçadora em ambientes hostis. Como, estando por andar em uma rua
perigosa, o mago poderá assumir a forma ilusória de um bandido e passará
despercebido por entre ladrões à espreita. As formas apresentadas por esse
espírito na evocação podem ser também de um gato que demonstra instinto e
descrição, a descrição demonstrei no exemplo de mudar de forma e o instinto
pode ser trabalhado para que essa força seja mais presente e auxilie o mago nas
situações de autopreservação, por exemplo.
Também poderá se manifestar na forma de um sapo
que personifica as práticas de bruxaria e feitiçaria. Assim sendo, esse
espírito poderá ser um grande aliado do bruxo e feiticeiro em suas práticas.
A mudança de forma também poderá se manifestar
na mudança de forma do corpo onírico (corpo dos sonhos). Auxiliando o mago na
mudança de forma do corpo astral, o mago poderá caminhar entre mundos sem ser
incomodado, mudar a forma para uma forma astral mais agressiva ou até se
parecer com anjos nos sonhos. Então, esse espírito é um grande aliado dos
praticantes de viagem astral para realizá-la com segurança.
Baal é um antigo Deus masculino dos fenícios e
cartaginenses e aparece na bíblia no plural como baalim que foi demonizado
posteriormente como era praxe dos hebreus frente a todo Deus estrangeiro. Baal
também é associado ao Deus Moloch dos amonitas, uma etnia pertencente à antiga
Canaã.
Nessas imagens observá-se o Deus Moloch dos
amonitas. É um Deus bem repudiado em nossos dias, pois uma de suas oferendas
primordiais era o sacrifício de um recém-nascido. Sacrifícios humanos eram uma
prática comum em várias civilizações e religiões do passado. O próprio Deus da
bíblia aceitava sacrifícios humanos, como na passagem em que Abraão iria
oferecer seu filho Isaac em holocausto e foi impedido por um anjo (Gênesis 22).
Ou na passagem que em que toda porta da casa que não fosse tingida por sangue
de cordeiro, teria seus primogênitos assassinados. Essa passagem foi
quando o povo hebreu era escravo do povo egípcio, e o Deus da bíblia teria
enviado o anjo da morte para matar vários primogênitos, inclusive o filho do
faraó (Êxodo 12).
Os
israelitas o adoravam como Baal-peor, até o tempo de Samuel, e foi o
deus oficial das dez tribos na época de Acabe. Ele foi adorado
também em Judá, e seu culto só terminou com os rigores do cativeiro
na Babilônia. Havia vários sacerdotes de Baal, de várias classes. Seu culto é
descrito em I Reis 18:25. (1)
Várias cidades de Israel tem o nome de Baal em sua formação: Baal-Gad, Baal-Hammon, Baal-Thamar. (1)
Várias cidades de Israel tem o nome de Baal em sua formação: Baal-Gad, Baal-Hammon, Baal-Thamar. (1)
Segundo
os escritores judeus medievais, cultuar Baal era a expressão
usada para designar os rituais da religião cristã. Segundo o rabino Joseph
ben Josua ben Meir, Clóvis (o primeiro rei dos Francos a unir todas as
tribos francas sob um único governante) havia renegado seu Deus e passado a
adorar Baal, e construiu um lugar alto para adorá-lo em Paris como
Baal-Dionísio, ou seja, a Basílica de Saint-Denis. O rabino José também
cita Vicente, da seita do Baal Dominie, ou seja, um frei
dominicano, que foi um perseguidor para os judeus da Espanha, por
volta de 1430. (1)
Em Canaã, os hebreus lutaram em várias épocas contra a adoração do "deus" Baal. No Livro dos Juízes (da Bíblia hebraica), o hebreu Gideão destrói os altares de Baal e a árvore sagrada pertencente aos Midianitas. Mais tarde, o profeta Elias, no século IX a.C., condenou o Rei Acabe por adorar Baal.
Em Canaã, os hebreus lutaram em várias épocas contra a adoração do "deus" Baal. No Livro dos Juízes (da Bíblia hebraica), o hebreu Gideão destrói os altares de Baal e a árvore sagrada pertencente aos Midianitas. Mais tarde, o profeta Elias, no século IX a.C., condenou o Rei Acabe por adorar Baal.
Midianitas:
segundo o Antigo Testamento midianitas (ou madianitas) são
descendentes de Abraão e sua esposa Quetura, desposada após a
morte de Sara. Os filhos deste novo segundo casamento, entre
eles Midiã, foram enviados para uma terra distante, longe de Isaque,
dito filho da promessa.
Tais
descendentes de Abraão, então, deram origem à tribo dos midianitas, que mais
tarde são mencionados em conjunto com os ismaelitas — também
descendentes de Abraão, porém através de sua escrava egípcia, Hagar,
que lhe deu um filho a quem deu o nome de Ismael, Ismael porque Deus ouviu
a aflição de Agar, e que ele foi enviado ao deserto com uma promessa de
Deus de que também seria uma grande nação, a qual considera-se tradicionalmente
ser a árabe.
Nota-se
que o processo de demonização é um processo mais político que teológico.
Demonizaram os Deuses estrangeiros e posteriormente os povos não hebraicos como
os cristãos e árabes.
Entretanto,
esse espírito goético não deve ser evocado levianamente, pois trata-se de um
espírito fruto da demonização e ele age como tal.
Bael
também é associado ao Gênio Beelzebuth, Baal Zebub, Baal Zebul ou Belzebu,
príncipes dos Gênios, o senhor das moscas e da pestilência. Belzebu é a união
do Deus Baal com o Deus Zebub das moscas e pestilências.
Quando aplicada a religião católica,
Belzebub era visto na Idade Média como um dos sete príncipes do
Inferno, sendo a personificação do segundo pecado, a gula, o irmão mais
velho de Lúcifer, descendente da geração de Behemoth, pai de Belial, um dos
maiores demônios do inferno.
Nota-se
que essa característica de pestilência, poderá ser usada para cura de doenças
infecciosas, e a característica de putrefação poderá ser usada em um contexto
de banimento.
Obs 1: Os Gênios da Goetia
podem ser usados para coisas interessantes para o mago, e não somente maldades.
Os praticantes dessa arte deveriam possuir um certo grau de maturidade e
equilíbrio emocional. Deveriam não trabalhar nessa egrégora imbuídos de raiva e
descontrole emocional, pois os Gênios poderão tenta-lo e persuadi-lo a fazer
coisas desagradáveis. Os Gênios da Goetia são amorais e possuem uma natureza
negativa. Quem deve julgar o que é certo e ter o controle, moral e ética deverá
ser o mago. Na Goetia, o mago se veste de palavras de poder e se torna Deus
diante dos espíritos. Assim, qual tipo de Deus é você? Um Deus sábio ou um Deus
inconsequente?
Obs 2: Apesar da vantagens de se ter esse espírito para trabalhar na
prática mágica, os espíritos da Goetia deverão ser evocados anteriormente para
que se estabeleça o contato em que o mago e o espírito passarão a se conhecer.
Para isso, os vários sistemas de Goetia se prestam para tal. Após o contato
inicial e toda a corte de apresentações, você poderá utilizar o sigilo desse
Gênio poderoso em feitiços que correspondem aos domínios de atuação do Gênio.
Depois do contato inicial, o mago poderá entrar em contato novamente com uma
simples comunicação mental. Assim, em um momento em que o mago não está com
seus instrumentos mágicos, como andando na rua, ele poderá obter ajuda do Gênio
espontaneamente.